Educação é chave para a longevidade de empresas familiares

Educação é chave para a longevidade de empresas familiares

Balanced Family Business aposta na formação estratégica para perpetuar legados empresariais

Empresas familiares representam uma parte significativa da economia global, mas poucas conseguem atravessar gerações com sucesso. O desafio da longevidade vai além dos números e envolve o equilíbrio entre indivíduos-chave, família, negócios e ativos. Nesse contexto, a educação se torna um pilar essencial para transformar a complexidade da gestão familiar em continuidade.

O método Balanced Family Business (BFB) propõe uma visão inovadora, tratando empresas familiares como ecossistemas vivos. Para prosperar, esses negócios precisam de um equilíbrio harmônico entre sete dimensões: indivíduos-chave, família, negócios, aspectos societários, sociedade, meio ambiente e legado.

“Cada membro, familiar ou não, precisa compreender seu papel no ecossistema da empresa e como contribuir estrategicamente”, explica Camila Cruz, especialista em empresas familiares. Para isso, a formação adequada é essencial. Gestores familiares, por exemplo, devem dominar gestão estratégica, mediação de conflitos e planejamento sucessório, enquanto acionistas não atuantes no dia a dia da empresa precisam entender governança societária e gestão patrimonial.

Educação financeira e sucessão geracional

A solidez financeira é um dos principais fatores para a perenidade das empresas familiares. O BFB destaca a importância da educação financeira para todos os envolvidos no negócio, garantindo que decisões sobre dividendos, reinvestimentos e novas oportunidades de mercado sejam feitas de maneira estratégica – especialmente em um cenário onde temas como economia verde e tecnologia sustentável ganham relevância.

A formação das novas gerações também é fundamental. Ensinar jovens sobre o legado familiar e a história do negócio não apenas fortalece a identidade da empresa, mas prepara futuros líderes para os desafios globais. “Empresas familiares têm um potencial único: podem combinar resultados financeiros com propósito e legado. Para isso, é preciso formar líderes que compreendam não apenas como tomar decisões, mas também o ‘porquê’ por trás delas”, conclui Camila Cruz.

Suyane Costa

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