Ceará mantém melhor índice de desconforto econômico do Nordeste, aponta estudo do Santander
Estado repetiu em 2025 o menor nível da série histórica, com impacto positivo no poder de compra e na confiança do consumidor
O Ceará voltou a registrar, em 2025, o melhor resultado de sua série histórica no índice de desconforto econômico elaborado pelo Santander. Após avançar três pontos percentuais em 2024 na comparação com o ano anterior, o Estado repetiu neste ano o índice de 10,7%, considerado o menor patamar desde o início do levantamento, em 2013.
O desempenho colocou o Ceará à frente de outros estados nordestinos. Pernambuco apresentou índice de 12,4%, enquanto a Bahia registrou 13,2%.
O indicador combina as taxas de inflação e desemprego para medir os impactos da economia no cotidiano da população. Segundo o estudo, o resultado cearense reflete um cenário de inflação moderada aliado a um mercado de trabalho mais aquecido, fatores que contribuem para a melhora do poder de compra e da confiança do consumidor.
No cenário nacional, a média do índice ficou em 9,3% em 2025, o menor percentual da série histórica do levantamento. De acordo com os economistas Rodolfo Pavan, Henrique Danyi e Ítalo Franca, responsáveis pelo estudo do Santander, o país vem apresentando melhora gradual nos últimos anos, embora persistam diferenças regionais.
“Todos os municípios das regiões Nordeste e Norte têm Índice de Desconforto abaixo ou perto dos patamares de 2012. No entanto, todas as capitais dessas duas regiões permanecem acima da média nacional”, destacam os economistas no levantamento.
O estudo aponta ainda que, apesar da distância em relação aos indicadores das regiões Sudeste e Sul, Nordeste e Norte vêm reduzindo gradualmente essas diferenças, acompanhando um movimento de recuperação econômica observado em diferentes estados brasileiros.

